terça-feira, 15 de junho de 2021

Silêncios!

Construções infinitas de tudos e de nadas...
O mais profundo das infindáveis dúvidas que a eternidade não quis responder... 
Lavados pelo sal das lágrimas que a serenidade trouxe com a mesma certeza das respostas silenciadas...
Cravejados de sorrisos e olhos brilhantes de recordações imperfeitas... 
Daqueles que guardas junto dos diamantes que construirão a tua eternidade... 
Daqueles que aprendes a apreciar sem precisar de os destruir... 
Daqueles que as respostas tornariam desnecessárias...

Perfeitos instantes vividos num caminho que se foi cruzando com quem te trouxe tudo sem te dar nada...

sábado, 22 de maio de 2021

Silêncios

 Daqueles que nos envolvem....

Dos que tentamos controlar....


Daqueles que parecem sufocar o que o universo nos vai dizendo... Sussurrando... Gritando....


Quão cegos poderemos ser ao que o universo nos tenta dizer?

Daquilo que queremos fazer acontecer e da distância (às vezes abismal) ao que é suposto ser...


Daqueles que estão rodeados de tantos sons que julgamos que deixam de o ser...

E que ainda assim são perfeitos por tudo o que podem conter...


Imensos.... Infinitos... Ínfimos...

Com o tamanho certo que precisam de ter!

Com tudo que nos podem trazer! Com tudo o que precisamos que possam conter!



sexta-feira, 16 de abril de 2021

Somos...

Somos feitos de histórias.... de momentos... de fragmentos...

Dos instantes que partilhámos com quem existirá sempre ao nosso lado...
De toda a entrega que demos quando queríamos acreditar...
Do inesperado que trouxe a emoção que já não nos sabíamos desejar...
De instantes em que tudo fazia sentido antes de se esfumar (numa brisa que deixa apenas recordações)...
De todas as perguntas para as quais nunca teremos as respostas...

Somos feitos de lágrimas... sorrisos... e fragilidades que nos constróem... 
Somos o produto de uma receita imperfeita que conjuga os mais incoerentes dos ingredientes... 
Loucura... desejo... sonho... solidão... ternura...

Somos uma imensidão de nada no tudo que queromos e no tão pouco que com frequência sentimos que temos...







terça-feira, 6 de abril de 2021

Porquê....

Quem és tu?
Que procuras?
O que te motiva?
Onde queres chegar?
Quais são os teus maiores medos?
Quais são os teus maiores sonhos?

Quantas perguntas poderás usar para construir quem és? 
Quantas respostas poderás usar para descrever a tua essência?
Quantos silêncios e sorrisos poderão justificar tudo sem que as palavras sejam exigidas para traduzir os sentimentos que nunca deverias ter que explicar?


Sendo que na verdade somos feitos de incoerências infinitas e de incompreensões que fazem todo o sentido neste nevoeiro que nos envolve.... 
como se de alguma forma aquilo que não vemos nos impedisse de ouvir os sons que a nossa alma tão bem compreende...
como se a melodia que deixamos que embale a nossa existência necessitasse de alguma justificação...
como se o sal das lágrimas que nos escorrem pela alma não fizesse todo o sentido no oceano que nos acaricia o corpo e nos envolve com a gentilza de um abraço perfeito e eterno....

e então deixas os "como"s se misturarem com os silêncios e os "porque sim", sabendo que sentir é tudo o que precisas para responder a todos os "porquê"s que te fazem existir!




domingo, 28 de março de 2021

Aqui...

Em fundo a doce melodia que dispensa palavras....

Na minha pele nua os reflexos da história que me construíu...
Os instantes de quem não me desejou... 
Os fragmentos e as lágrimas de quem não me amou... 
Perdidos entre encontros e desencontros de quem não me soube ter... de quem pouco mais que me desejou...

E aqui... perdida e reencontrada na melodia de quem nunca serei... sinto a minha pele arder pelo desejo infindável de ser simplesmente o reencontro louco e insensato de quem nunca serei... conjungado no presente...  
No presente que me traz o encontro sereno e tranquilo de quem sou...


sexta-feira, 26 de março de 2021

Instantes

Existem fragmentos da nossa existência que têm a capacidade de ser eternos...


São os momentos em que o silêncio consegue gritar a intensidade do que necessitamos...
Quando encontramos na simplicidade a mais perfeita e completa resposta à loucura de nos sentirmos vazios de destino e preenchidos de necessidades...

E sabermo-nos o imperfeito encaixe de um abraço pode trazer em si a memória eterna à qual poderemos recorrer sempre que as lágrimas tentarem sufocar a dúvida de força que existe em nós...

Que nos preencha então a gratidão da partilha... a doçura de saborear na nossa pele o aroma que nos enebria a alma... e que o sal que percorre o nosso rosto não apague nunca a mais doce das recordações...

Simples... e na mesma dose intensamente perfeita...





segunda-feira, 22 de março de 2021

Goddess

There were no masks... nothing to hide the insecurity...
There were no clothes... nothing to hide her flaws...

And still she rose... in the mist of a perfect night...
Feeling her body wisper all the answers to the questions she didn't dare to ask...
And she savoured the uncertanty that a million possible futures could hold... knowing that in her weakness she had the necessary strenght.... to find her path...



sexta-feira, 19 de março de 2021

És...

Quantas palavras podes usar para dizer o que sentes?
Quantas palavras servem para medir a imensidão do vazio e da incerteza?
Quantas palavras tens na tua alma que gritam o que o universo se nega a te trazer?


Se tudo fosse possível que pedirias ao universo?
Se tudo fosse possível quão rápido correrias para os braços que te iriam trazer o sossego e a tranquilidade pelos quais a tua pele nua de esperança anseia?


Trocaste a normalidade por sonhos... Silenciaste o desespero com um sorriso... Calaste o vazio com a coragem fingida... 

És tão pouco na infinitude que os outros esperam de ti... Sentes-te tão pouco no que queres da vida... Aceitaste o pouco que a vida te deu com a tranquilidade que um rio de lágrimas silenciosas de trouxe...


E aqui sentada... Procurando no firmamente aquela luz infinita que adorarias que refletisse o sorriso que perdeste no passado, deixas o teu corpo arrefecer ao ritmo da escuridão que te envolve... 

Permites o entorpedimento da incerteza porque a felicidade pode doer mais do que te sentes capaz de suportar... 

Permites a apagar de desejos e vontades que te querem sufocar...


És tanto e tão pouco... És imensidão num instante frágil e efémero... És a ausência daquele tudo que desejas que te traga pouco mais que nada... 

És...






segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

Fluir...

O olhar em redor perdia-se na inquietude que lhe ia na alma... 
O cansaço que lhe escorria nunca poderia se equiparar às lágrimas que vertiam os seus olhos...
Pesava-lhe o cansaço com o qual o seu corpo lutava...
Procurava no rubi que saboreava a fluidez que faltava à sua existência...
Todo aquele espaço em seu redor sufocava a consciência com que lutava a cada instante...
Olhar em frente trazia um futuro obscuro... uma angústia infinita... 
Na sua imagem projetada pelos olhos de outros procurava a tranquilidade que o seu coração lhe negava...
Dúvida... incerteza... solidão... cansaço... impotência... Meras palavras incapazes de descrever a realidade que lhe ia na alma... 
Mais um instante eterno... mais um golo sofrego de vida e polvilhado de incerteza...

Deixava as lágrimas fluir... 
Deixava o nada a sufocar...
Deixava o futuro trazer todas as possibilidades perdidas que sabia que teria que encontrar a tranquilidade de não ter...





sábado, 23 de janeiro de 2021

"E tu, como estás?"

Eu? Como é que eu estou?
A fazer um esforço imenso para não pensar nisso a cada instante.... A querer apagar da minha alma aquele olhar que me suplicava ajuda e ao qual eu não consegui corresponder... Desesperada para esquecer a impotência que sinto e que me corrói a cada instante... 

Como estou....
Cansada... exausta desta tristeza imensa... Impotente neste destino impossível que nos rodeia... Presa neste vazio que me envolve... Angustiada pela solidão que me corrompe... 

Porque como poderia eu explicar a cruel sensação de me saber priviligiada porque não há ninguém a quem eu possa pôr em risco quando chego a uma casa vazia... 
De explicar esta necessidade dolosora de um abraço que me fizesse esquecer o universo cruel que me rodeia...
De explicar a loucura que me invade e a quem procuro escapar de todas a formas que me são possívels...
De explicar que as lágrimas que me escorrem da alma não passam de um breve alivio para a angústia e a solidão que me assolam...

Eu? Como estou? apenas estou...
Aqui... só... 



domingo, 17 de janeiro de 2021

Como?


Não sei como consegues...

Perdi a conta ao número de vezes que ouvi esta frase nos últimos meses...
Da mesma forma que perdi a conta ao número de vezes que olhei para mim própria e não encontrei a resposta a essa pergunta...

Ser sonhadora poderá justificar esta necessidade louca de perseguir algo que em tantos momentos tenho dúvidas de que alguma vez irei alcançar...
E ser persistente, ou teimosa, como o queiram chamar, parece desculpa vã e pouco consistente para esta luta travada a cada dia comigo própria...

As pequenas vitórias ao longo do caminho ajudam a dar mais um passo, a esquecer o cansaço que me assola e a incerteza que parece incobrir o sol mais intenso e luminoso...
Porque há dias em que a alma e o sonho se encobrem de dúvidas e as lágrimas parecem querer formar a mais devastadora das tempestadas... aquela de destrói tudo... e ao mesmo tempo parece que nunca irá destruir o sonho...


Não sei como consegues...
Oh... se ao menos eu soubesse...

segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

Sonhei-te...

Diziam-me que eras uma realidade...

Sentia a tua existência a transformar a minha alma...

A dor de ter sentido o teu vazio era apagada pelo futuro da tua existência...

E ainda que negasse, a magia de nós fazia a minha alma florescer... 

Corriam silenciosamente as lágrimas que polvilhavam a magia de um amor eterno... 

E enquanto ouvia incrédula o nosso futuro sorria, aconchegada pela tua pequenez...

E então...

Então abri os olhos... Recordei-te... Senti-nos...

E deixei fluir as lágrimas polvilhadas dos meu amor por ti...



quinta-feira, 1 de outubro de 2020

Lágrimas


Dói tanto a vontade de te ter...

Dói tanto saber-me errada e precisar de não te pertencer...

Corrói a saudade de momentos perfeitos que se perderam...

Corrói a angústia de ter perdido aquilo que nunca me pertenceu...

Sempre soube que era errada para ti... E ao mesmo tempo não consigo que me abandone o sentimento de te sentir perfeito em mim...

Nem que pudesse quereria apagar-te de mim... 

Nem que soubesse como teria coragem para destruir as mais doces recordações... 

Nem que soubesse como poderia apagar da minha alma o sentimento que nela tatuaste... 

Serei sempre o que deixou de ser... 

E com as lágrimas a escorrerem pelo meu resto, anseio pelo momento em que deixará de doer...


quinta-feira, 24 de setembro de 2020

Demasiadas

 As vezes que o meu coração se rebela...

As vezes que os meus dedos ganham vida própria...

As vezes que as lágrimas se prendem na minha garganta...

As vezes que o meu corpo anseia por aquele aconchego...

As melodias que me fazem querer abandonar toda a sanidade... 

As recordações que me imundam de saudade...

Demasiada a tristeza de sentir que perdi algo que nunca me pertenceu... 

sexta-feira, 18 de setembro de 2020

Às vezes...

Às vezes ela é uma força infinita, guerreira de energia sem fim...

Outras vezes deixa a tristeza envolver o seu corpo cansado de lutar e permite que as lágrimas corram livremente, numa tentativa vã de apagar o vazio que lhe corrói a alma... 


sexta-feira, 4 de setembro de 2020

Aqui...

 Cada onda traz em si a força que preciso para mim...

Cada raio de sol aquece a minha alma...

O som do mar acalma a incerteza do futuro...

Neste recanto encontro a tranquilidade para lutar pelos meus sonhos... 

Aqui existe a paz de saber que tudo tem o seu tempo... o seu momento.... 

Aqui o amanhã é uma imensidão de possibilidades a conquistar... 

Aqui as dúvidas desaparecem ao mesmo ritmo que o mar apaga as marcas na areia... 

Aqui posso sempre saborear o sorriso do amor que me rodeia...

E tal como o sol de aproxima do mar, eu encaro o caminho que tenho à minha frente com a serenidade de me saber capaz de o percorrer, de saber que tenho em minha os sonhos e a coragem para os conquistar! 

Aqui, junto a ti, sou eu! 



quarta-feira, 29 de julho de 2020

Sinto...

Sinto...
Sinto a tensão que me atormenta a alma...
Sinto...
Sinto o calor que derrete...
Sinto...
Sinto o desejo a incendiar a minha pele...
Sinto...
Sinto a necessidade que corrói a vontade...
Sinto...
Sinto o desejo que corrói a sanidade...
Sinto..
Sinto a ânsia do prazer...
Sinto...
Sinto a louca vontade de te ter...

terça-feira, 30 de junho de 2020

Frágil...

Escorriam-lhe pela alma as marcas da sua fragilidade...
Tinha um sorriso vazio que fingia ser o suficiente para acalmar a dor que sentia...
As respostas que lhe pediam eram aquelas que ela tinha procurado para si e não encontrara...
De olhar perdido no infinito, questionava se em algum instante seria possível surgir algo que preenchesse o vazio que sentia...
E o que tinha ela? Problemas? 
Não... desses cansara-se há muito tempo atrás.... sabia que de nada lhe serviria a angústia pelos sonhos por conquistar... de nada lhe serviria pensar no que desejara mais do que o ar que respirava e ainda assim o universo não lho trouxera.... porque isso não são problemas... 
Era desnecessário o espelho para lhe mostrar a sua fragilidade... conhecia-a demasiado... ainda que não se permitisse nem a si própria admitir o quão frágil era...
Com a angústia na alma e as suas provas a brotarem de si quais infinitas mostras da incerteza do futuro, sorria a tranquilidade e a leveza que não sentia... 
Com a dor a dilacerar a alma perdida no vazio da solidão escondia-se na máscara da força que apenas os outros pareciam reconhecer em si...
E no vazio dos lençóis reconhecia a dor que a ausência daquele abraço lhe doía...
De olhar perdido nas estrelas do infinito esperava um novo dia... aquele em que iria continuar a continuar a usar a frágil máscara de sorriso vazio... 
The Fragile Squaw - 1x

quinta-feira, 28 de maio de 2020

Vazio...

Na penumbra da noite envolta pelo doce manto dos sonhos ela ia se deixando levar pela cadência da sua respiração serena... 
Saboreava a tranquilidade da segurança que lhe trazia o seu porto de abrigo... 
Ia se deixando levar pelas memórias dos sorrisos partilhados... 
Desfrutava da viagem para longe das angústias da sua consciência e sorria ao se sentir aproximar da felicidade... 
Ali... No mais perfeito e maravilhoso recanto da sua existência... Envolta porque quem não esperava e pelo futuro que nem sabia desejar... 
Na tranquilidade daquele sentimento sonhava com um futuro de possibilidades...
Ali, onde o seu coração batia ao ritmo da felicidade... Onde o seu corpo e a sua alma descansavam na segurança dos seus braços... 
... 
E então abriu os olhos... Acordou para mais um dia... E deixou as lágrimas lavarem a sua alma cansada de ser forte... Deixando as lágrimas preencher o vazio que existia em seu redor... 

segunda-feira, 18 de maio de 2020

Numb...

With her eyes still closed she felt his warmth in her body...
Slowly she left his sweet embrace and stand there watching him sleep...
In the shadows she admired his body and smiled while feeling the numbness that he had given her...
She rose and felt that feeling still growing inside her...
And even in the uncertainty of what tomorrow would bring she still felt she was on the right path...
Tomorrow wouldn't be the same... But the sun would shine... And even if it didn't the rain would never erase the wonderful memories of the moments they shared...