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quinta-feira, 8 de julho de 2010

Às vezes...

Às vezes gostava de ser menos volúvel....
Às vezes gostava de não ter tão mau feitio....
Às vezes gostava de não magoar os outros (que não têm culpa nenhuma por eu me sentir em baixo)...
Às vezes gostava de pedir perdão se pensar que não tenho direito a fazê-lo....

E em tantas outras vezes gostava apenas de poder apagar os meu erros....

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Depois do erro...

"No momento em que as boas intenções apenas trouxeram consequências menos desejadas dou por mim a pensar no que é suposto, ou não, fazer depois de um erro....
Neste caminho das coisas menos agradáveis, será que a sinalização existente realmente nos avisa para que possamos evitar o erro? Até que ponto é que conseguimos prever as consequências dos nosso actos?
Lembro-me das palavras pragmáticas que guardei pela sua simplicidade, e ao mesmo tempo pela sua genialidade: "A melhor forma de não quebrar uma promessa é não a fazer.".... Então e para evitar um erro, será que o melhor é não fazer nada?
Diz a célebre frase que erras é humano e perdoar é divino, mas neste nem sempre fácil mundo das relações sociais onde mora o limite da nossa humanidade?
Desde há muito que aprendi a conviver com as minhas imperfeições e consequentemente com a minha incapacidade de agradar a todos e agir da forma mais correcta em todos os momentos...
Na verdade, talvez por demasiada inocência, mas acredito que em muitas, senão em todas as situações, o mais correcto a fazer é admitir o erro, admitir que sou humana, imperfeita e demonstrar o quanto lamento que tenham surgido as consequência menos desejadas...
Ainda assim, e por ter a noção da minha imperfeição, e principalmente porque me doi o desalento que as minhas acções trazem aos outros, gostava de ser um pouco menos imperfeita, não divina, mas quem sabe um pouco menos humana, ao invés de apenas poder ser sincera...
"Errei, lamento....""
26 de Abril de 2008

domingo, 31 de agosto de 2008

Frágeis...

(A propósito disso que é afinal ser-se criança....)

De tanto se falar nos cuidados que devem ter com as crianças pergunto-me se os adultos se esqueceram do momento em que eles próprios também o foram....
A verdade é que não falo com total conhecimento de causa, porque não chegou ainda o momento de me aventurar nessa tão monumental responsabilidade que é ter um filho, mas existe todo um conjunto de atitudes que não consigo completamente compreender....
Será que as crianças de hoje são diferentes daquelas que existiram até agora? Será que eu fui realmente criança ou terei apenas feito parte de uma subespécie com demasiadas alterações para ser comparada às crianças de hoje.....
Não quero com isto diminuir a importância de todos os que tentam proteger aqueles que são o nosso futuro, mas questiono-me se a superprotecção que em tantos momentos lhes é imposta não os impede de viver a sua infância e com isso crescer.....
Porque na verdade não trocava por nada deste mundo todas as aventuras meio loucas em que enveredei quando acreditava que era invencível e podia subir ao topo do mundo através do tronco de uma árvore qualquer, e por isso mesmo não consigo conceber uma infância sem essas aventuras, apesar de elas nem sempre terminarem com os meus pés na lua, mas sim com os meus joelhos esfolados no chão....
Estaremos nós a educar os adultos de amanhã, ou a criar crianças de cristal que de tão frágeis que as fazemos, as impedimos de crescer com os seus próprios erros....
Claro que sei que não são todas as crianças que têm a sorte fantástica que eu tive de ter ao seu lado um mundo de sitios sensacionais onde se aventurar, e da mesma forma sei que infelizmente existem muitos mais riscos em ser-se criança nos dias de hoje, mas ainda assim acho que não deveríamos cultivar esses seres frágeis que apenas conhecem o interior de uma sala em que ocupam o seu tempo em frente de um ecrã....
Ser-se criança é uma aventura única que demasiadas vezes se finge não o ser, esquecendo-nos a importância desse momento tão mágico que é a infância....
Gostava de ver as crianças crescer com os joelhos esfarrapados e as mãos sujas, e com a memória cheia de aventuras reais em que elas conquistaram o mundo com o seu sorriso e a sua inocência....

(10 de Maio de 2008)