a propósito...
"De uma forma mais ou menos assumida, nós, seres sociais, fomos nos habituando a perder mais tempo a olhar para os outros que a olhar para nós próprios...
Sem que nada nem ninguém nos atribuisse tal direito, fomos adquirindo o infeliz hábito de julgar os outros...
E no mesmo momento em que vivemos numa sociedade que apregoa a igualdade entre todos, ser-se diferentes é, ainda, motivo para um sem fim de olhares assustadores...
Quando discorro sobre os julgamentos feitos à la carte, não pretendo sequer fazer a distinção entre os que são feitos às pessoas que são diferentes por opção e aqueles que são feitos a quem não foi dada opção...
Na verdade, essa palavra tão ingloriamente ocultada que é o preconceito, mantem-se ainda, na sua tradução mais básica, a demonstração de uma total ausência de sensatez....Afinal que conceito se poderá sensatamente construir na ausência de um conhecimento de causa?
Quando a luta é feita a favor da igualdade, não estaremos a tentar atingir o impossível?
Se é nas diferenças que cada um de nós possui em relação ao resto do mundo, que reside a nossa essência, ao invés de lutar por uma igualdade incomportável, porque não usamos essa mesma força para simplemente aceitar a diferença....
Ser-se (d)efeciente é naturalmente ser-se diferente, mas em que momento é que a diferença nos torna menos humanos?
Neste oceano de censura, preconceito e ignorância, a verdadeira magia resida na capacidade de assumir a diferença.... olhando mais para nós, e menos para os outros...."
Sem que nada nem ninguém nos atribuisse tal direito, fomos adquirindo o infeliz hábito de julgar os outros...
E no mesmo momento em que vivemos numa sociedade que apregoa a igualdade entre todos, ser-se diferentes é, ainda, motivo para um sem fim de olhares assustadores...
Quando discorro sobre os julgamentos feitos à la carte, não pretendo sequer fazer a distinção entre os que são feitos às pessoas que são diferentes por opção e aqueles que são feitos a quem não foi dada opção...
Na verdade, essa palavra tão ingloriamente ocultada que é o preconceito, mantem-se ainda, na sua tradução mais básica, a demonstração de uma total ausência de sensatez....Afinal que conceito se poderá sensatamente construir na ausência de um conhecimento de causa?
Quando a luta é feita a favor da igualdade, não estaremos a tentar atingir o impossível?
Se é nas diferenças que cada um de nós possui em relação ao resto do mundo, que reside a nossa essência, ao invés de lutar por uma igualdade incomportável, porque não usamos essa mesma força para simplemente aceitar a diferença....
Ser-se (d)efeciente é naturalmente ser-se diferente, mas em que momento é que a diferença nos torna menos humanos?
Neste oceano de censura, preconceito e ignorância, a verdadeira magia resida na capacidade de assumir a diferença.... olhando mais para nós, e menos para os outros...."
9 de Junho de 2008