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segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Num olhar....

Hoje, no meio de todas aquelas pessoas que tagarelavam sem parar, deparei-me com um olhar tão triste que não me consegui libertar daquela tristeza...
A minha intimidade com a dona daquele olhar é praticamente nula, por isso não me senti no direito de tentar saber o que se passava....
Mas quando é que temos ou não o direito a violar a privacidade de um momento de tristeza?
Onde vive a fronteira que nos indica se podemos ou não devemos intervir?
Naquele momento, eu apenas senti vontade de te dar o direito a que a tristeza do teu olhar transborda-se....
Naquele momento, eu que pouco mais sei que o teu nome, senti vontade de te abraçar.... de te apoiar nessa tua dor....
Hoje... num olhar.... num simples olhar.... a tua tristeza entrou em mim.... e eu não me senti no direito de te ajudar....

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Silêncio...

"No silêncio que me atormenta, a minha voz perde-se em gritos silenciosos de palavras que ninguém parece ouvir.....
Algures nesta surreal inércia os meus olhos testemunham as tuas lágrimas que corroem quaisquer vestigios da pretensa felicidade....
Neste palco ao qual sinto não pertencer, procuro desesperada os estilhaços da redoma que em tempos envolveu a tua existência....
Nesta estupidamente dolorosa impotência contemplo o punhal que te ameaça impunemente....
Da forma mais inglória suplico ao futuro o brilho de esperança que povoará o teu olhar...."
6 de Fevereiro de 2008