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sábado, 21 de novembro de 2009

A memória....

É curioso como esta capacidade tão nossa funciona.....
Em alguns momentos parece ser tão dependente do tempo e noutros parece que o tempo nada pode contra a sua força....
A memória é aquele lugar especial onde acumulamos as mais doces recordações..... aquele dia em que subi a uma árvore apenas para me sentar nela a saborear os seus frutos, o sorriso na cara do meu avô quando eu chegava e me ia sentar no seu colo, a alegria contagiante da minha princesa, o conforto do teu abraço.... pedras preciosas que a memória vai acumulando em si....
A memória também guarda outro momentos, outras recordações sem tempo e sem maior importância que surgem sem motivo de maior...
E no meio de todas estas possibilidades que a memória nos oferece, nós parecemos ignorar a sua importância... o seu valor vital....
Afinal, o que seria de nós sem as doces recordações que a memória nos oferece....

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Heartbeat....

"A cada vez que o coração perpetúa a sua inolvidável tarefa o sangue percorre o nosso corpo aquecendo-o e relembrando a nossa alma de q nos encontramos vivos....
Se escutarmos com atenção podemos ouvir o leve sussurar da vida a chamar-nos...
A cada batida o nosso coração insiste em nos fazer sentir vivos...
Mas e se isso não acontecer...
O que está errado quando a cada vez que o meu coração palpita me sinto gelar... nas minhas veias não pulsa o sangue que deveria me relembrar q estou viva...
Porque não me sinto viva ao ouvir o meu coração...
Quando foi que começou a pulsar em mim este veneno gélido???
Quando foi que o meu coração desistiu de me mostrar que devo viver e apenas me relembra o quanto a solidão é amarga e insuportável...
A cada batida o coração devia aquecer e incentivar a viver...
A cada batida o meu coração relembra-me de todos aqueles que amei e perdi... de tnts formas... mas perdi...
A cada batida oiço o gélido sussurar da dor que não ouso fazer ouvir...
Lentamente recordo todos o que deixei de ter na minha vida e o frio torna-se mais e mais insuportável... mas ele continua a me percorrer porque o meu coração insiste em bater e eu desisti de o contrariar...
No silêncio continuo a ouvir esta triste melodia que insiste em se fazer ouvir e penso se algum dia voltarei a me sentir quente e viva... verdadeiramente viva...
Não me iludo com o bater do meu coração, a cada batida recordo a dor de saudade que me tortura das mais diversas formas...
O veneno gélido que me inunda a cada batida imprime na minha memória as recordações do amor que que a vida me privou de dar...
Cansada da saudade que a cada batida o meu coração irradia em mim pela forma desse gélido veneno que é a dor, dou por mim a pensar se algum dia voltarei a me sentir viva e sem frio... "
19 de Outubro de 2007

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Esquecer....

Hoje ouvi alguém dizer que esquecer poderá ser um sinal de sorte... que esquecer demonstra que conseguimos seguir em frente....
Mas será que efectivamente precisamos de esquecer, para vivermos o que o futuro tem para nos dar?
Pessoalmente não considero que seja necessário enterrar algures nos passado esta ou aquela recordação para poder continuar a trilhar o caminho da vida...
O nosso passado é a fonte de onde nascem todos os pedaços de nós... e as nossas memórias são a base fundamental da nossa essência....
Claro que, em alguns momentos, esta ou aquela recordações poderão ser tão dolorosas que apenas as desejamos esquecer... mas não me parece que seja no esquecimento que viva a motivação que nos impele a continuar, a lutar pela nossa vida, pelos nossos sonhos, pela nossa felicidade....
Não me parece que esquecer os momentos em que sofri me traga algo de benéfico... porque esquecer as lágrimas que chorei far-me-á esquecer porque elas surgiram... assim como esquecerei as lições que a vida me proporcionou...
No fundo não considero que seja uma sorte esquecer.... prefiro aprender a conviver com o meu passado... com as minhas memórias... com aquilo que faz de mim quem sou... porque se me esquecer de tudo isso, esquecerei a sorte que tenho em viver... em ter um futuro... em acreditar... em sonhar... em amar...
Não... esquecer não é sinal de sorte... esquecer é morrer um pouco.... e eu quero viver!!!!

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Doces...

"De uma forma bastante natural, associamos aqueles pequenos grandes pecados que nos adoçam a alma a algum momento, ou até mesmo a alguém....
Aquela pessoa que nos delicia com a sua especialidade, que tantas vezes tem apenas o segredo do amor com que as suas mãos nos ofecerem....
Nesta altura tão deliciosa, em que até o mais inocente dos coelhitos nos presenteia com inúmeros ovos de chocolate, dou por mim a vaguear num paraíso de doces pecados...
E nesta doce nostalgia navego entre as filhóses de abóbora acabadinhas de fazer e as broas que só a minha avó sabia fazer... E mais doce que qualquer uma delas apenas as recordações que elas me trazem...."
23 de Março de 2008

terça-feira, 18 de novembro de 2008

No one...

I just want you close
Where you can stay forever
You can be sure
That it will only get better
You and me together
Through the days and nights
I don't worry 'cause
Everything's going to be alright
People keep talking they can say what they like
But all i know is everything's going to be alright
No one, no one, no one
Can get in the way of what I'm feeling
No one, no one, no one
Can get in the way of what I feel for you, you, you
Can get in the way of what I feel for you
When the rain is pouring down
And my heart is hurting
You will always be around
This I know for certain
You and me together
Through the days and nights
I don't worry 'cause
Everything's going to be alright
People keep talking they can say what they like
But all i know is everything's going to be alright
No one, no one, no one
Can get in the way of what I'm feeling
No one, no one, no one
Can get in the way of what I feel for you, you, you
Can get in the way of what I feel
I know some people search the world
To find something like what we have
I know people will try try to divide something so real
So till the end of time I'm telling you there ain't no one
No one, no one, no one
Can get in the way of what I'm feeling
No one, no one, no one
Can get in the way of what I feel for you, you, you
Can get in the way of what I feel for you

(acompanha esta letra a memória de um concerto fenomenal e de uma voz maravilhosa)

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Tralha...

"Aqui sentada a beira rio, penso em todas as coisinhas que não fui acumulando ao longo do tempo, e principalmente na tendência que a grande maioria de nós tem de se agarrar às coisas como substítutas das outras "coisas" que vão perdendo ao longo do tempo.
Pessoalmente, não compreendo a necessidade de inventar recuerdos de acontecimentos e consequentemente guardá-los como se de obras de arte se tratassem.... Afinal para que serve a nossa memória? Será por guardar aquele copinho de gelado do verão passado na excelente companhia dos nossos amigos que eles nos vão ficar mais próximos? Preciso mesmo de gastar pequenas fortunas em recuerdos característicos do locais por onde viajo, para recordar o quanto foi fantástico lá passar? Existe algum segredo mágico nos imans coleccionados numa qualquer porta de frigorifico?
Invariavelmente acho que as pessoas me devem considerar uma forreta por não as encher de tralha quando regresso de uma lado qualquer, e ao invés disso lhes oferecer um simples postal com aquela paisagem que me cortou a respiração e que gostava de ter partilhado também com elas....
Existe, no mundo da tralha, um termo que gosto particularmente - emotional clutter - a tralha que guardamos pelas emoções que pensamos que vamos perder se a enviarmos, a tralha, em direcção a um qualquer ecoponto....
Cá eu prefiro guardar as emoções e me livrar da tralha... mas hei ninguém é perfeito....."
13 de Março de 2008

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Recordações...

Foi numa troca de ideias em que dei a minha opinião sobre esse tão maravilhoso e singularmente especial dom que é a nossa memória que me ficou uma questão....
Sendo a nossa memória um tão infindável local de armazenamento de momentos do passado, qual é o processo que define quais são aqueles que são passíveis de seres lá guardados, e quais são aqueles que não merecem ocupar um espaço nesse local tão especial.....
A verdade é que as recordações do passado são algo tão perfeitamente indomável que é extremamente dificil conseguir definir um momento preciso em que elas deverão reaparecer na nossa vida para se tornarem úteis, mas ainda assim será que apesar de tudo isso elas existem da mesma forma indomável com que nos assaltam, às vezes até nos momentos mais imprevistos e indesejáveis...
O nosso subsconsciente é um universo quase tão infinito e desconhecido como aquele em que nós, pequeninos, vivemos, mas ainda assim algo me diz que é nele que se processa o tal processo de selecção do qual surgem as nossas recordações....
Argumentava o meu interlocutor que não há escolha nas recordações, mas será que não existe mesmo?
Então quem me explica que eu me lembre perfeitamente de andar orgulhosamente ao lado do meu avô na carroça do seu adorado burrito, e não tenho uma única recordação dos meses que ele passou na cama antes de falecer?
Será que essa pessoa me conseguirá também explicar como povoam a minha infância memórias doces e felizes ao invés das lágrimas? Porque é que me lembro do sabor delicioso da fruta acabadinha de apanhar que era comida sentada na arvore e não me lembro de cair da árvore ou sequer das esfoladelas que esse pequeno prazer me trouxe?
Talvez a explicação seja tão simples que se torna desnecessária, mas ainda assim acredito que escolhemos as nossas recordações!!!!
Senão porque me iria lembrar daquele maravilhoso céu azul das quase infinitas caminhadas em Londres e preferir me lembrar do frio quase surreal que se fazia sentir?......
Talvez a nossa memória seja um oceano de memória que preferimos que venha banhar a praia em que nos estendemos ao sol no presente, trazendo consigo a doce maresia das recordações felizes que o nosso subsconciente condescedente preferiu guardar.....
Claro que não sou tão ingénua ao ponto de acreditar que a nossa memória só serve de abrigo a recordações agradáveis e felizes, porque se os momentos menos bons existem é perfeitamente normal que também existem recordações menos doces, mas ainda assim é curioso observar a forma como optamos por guardar os fragmentos da nossa vida em que fomos felizes como que se numa selecção perfeitamente natural na memória que queremos contruir de um passado nem sempre tão feliz como o lembramos....
Sim, há escolha para as recordações, nós só não queremos admitir que a fazemos....

sábado, 13 de setembro de 2008

Rosas.... sem espinhos...

If i had eyes in tha back of my head i would of told you how good you looked when i walked away....
É curioso a forma como nós vemos de forma diferente as coisas que se vão afastando. A nossa memória utiliza dos filtros mais selectivos que existem e, regra geral, consegue mostrar-nos os mais belos ramos de rosas sem a sensação dos espinhos a se cravarem nas nossas mãos quando os agarrámos....
Na verdade são coisas como estas que ditam a sobrevivência dos mais fortes. As lágrimas choradas não vão deixar nunca de ter o seu valor, mas ficar a viver na infelicidade que até já faz parte do passado não me parece a coisa mais inteligente do mundo.
Talvez seja esse o segredo, porque não é o perfume que as rosas têm que faz com que as admiremos, mas sim a forma como os seus espinhos nos impõem respeito e admiração pela sua força....

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Nostalgia...

"A nostalgia é um dos mais poderosos estados de espírito. Em alguns momentos parece irromper pelos meandros da nossa alma e conseguir nos arrastar para um passado cheio de memórias...
No entanto, e no meio deste processo aparentemente tão natural e saudável, instalam-se estados de uma tristeza tão profunda, que parece nos impedir de respirar o ar que nos rodeia...
Dizem eles que o tempo cura tudo... não acredito!!!!
Porque o tempo não cura a saudade, que se vai instalando, e ao invés disso a alimenta...
O tempo não cura, mas permite-nos aprender a conviver com as memórias, com a nostalgia, com a saudade, com o vazio, com a dor...
Demasiadas vezes partimos do pressuposto, estupidamente errado, que um dia no futuro as recordações do passado vão deixar de nos afectar, é uma tentativa inglória de nos refugiarmos em tudo aquilo que nos magou-o, envenenando assim os momentos de felicidade que partilhamos com alguém...
Quando conseguimos atravessar a fronteira da dor que alguém nos provocou e conviver com os momentos de felicidade que essa mesma pessoa nos proporcionou, a nostalgia abandona o seu manto negro e frio, para nos envolver num doce abraço que povoa o presente com doces recordações do passado...."

31 de Julho de 2008