Mostrar mensagens com a etiqueta morte. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta morte. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Um acto de amor...

Quanto é que é preciso amar alguém para o deixar partir?
Qual é a medida do amor que nos torna capazes de abdicar de alguém?

Terminei nos últimos dias mais um livro de Picoult.... desta vez ela escreve sobre um amor tão grande, que permitiu que um homem acedesse ao desejo da esposa de terminar com a sua dor... Ela tinha uma neoplasia e estava em fase terminal, agonizando com dores e com a incerteza do que ainda estava para vir... Entre outras questões, a autora aborda o tema da eutanásia.... Esse tema tão controverso, mas que acho que são muito poucas as pessoas que realmente compreendem o que significa...

E hoje.... algures a meio de uma conversa a propósito do mesmo tema, manifestei o meu desejo... quero que quando o momento chegar, me deixem morrer....
Não é a primeira, nem será a última vez que afirmo que não me assusta a morte.... o que realmente me aterroriza é o sofrimento... a dor imensa e completamente desprovida de sentido, que atormenta aquele que sabe que tem o destino traçado....

Claro que compreendo o apego e a angústia daqueles que vêm partir os que amam.... mas não será a capacidade de deixar partir um gesto mais demonstrativo de amor, do que o egoísmo que aprisiona junto de nós os que sofrem sem sentindo?

Imagino que hajam muitos que pensam de uma forma diferente da minha... e, de forma alguma, censuro essas pessoas... mas trago na alma todo o sofrimento que os meus olhos já absorveram, e nada posso desejar para mim para além do direito a optar por viver com dignidade e morrer da mesma forma....
Porque amar é muito mais que lutar... muitas vezes o maior gesto de amor é simplesmente desistir.....

sábado, 15 de maio de 2010

Frases...

"Até aqueles que querem ir para o Céu não querem morrer para ir para lá"

quinta-feira, 18 de junho de 2009

O contrário de estar vivo...

Em tempos, uma determinada senhora não muito brilhante afirmou que estar morto era o contrário de estar vivo... É óbvio que a senhora não é propriamente a mais brilhante das mentes, e nem sequer esperamos que a sua cabecinha qb oca compreenda as nuances de toda essa situação....
Nos últimos tempos muito se fala da opção de não viver.... ou até mesmo da opção dar por terminada uma vida que desde há muito tempo deixou de o ser.... Pessoalmente, não consigo ter uma opinião definida sobre um tema tão delicado, porque à semelhança de outros temas controversos, a decisão sobre uma vida que não a minha é algo que não sinto que esteja no direito ter....
Ainda assim... e porque morrer não é o contrário de viver... sinto que muito mais importante que toda uma discussão sobre se alguém tem direito a decidir sobre a sua própria vida... é o facto de em demasiados momentos se prolongarem vidas que já nem sequer o são à custa do sofrimento de alguém a quem não é dado o direito a decidir....
Eutanásia... testamento vital.... opções (supostamente) tomadas por pessoas sobre a sua vida ou a de alguém que amam.... e aí o nosso direito a opinar é infimo....
E a distanásia.... e todas aquelas tentativas ridículas que se fazem para prolongar a vida que alguém que já não têm sequer viabilidade..... para não mencionar qualidade de vida....
À força de tanto conviver com o sofrimento dos outros, dei por mim a não temer a morte mas a ter pavor do sofrimento pelo qual muito têm que passar para a conquistar...
Será que temos o direito a manter uma vida simplesmente pelo valor da vida....
Lamentavelmente, já vi em primeiro plano a tomada de decisões que não considero apenas erradas, mas acima de tudo egoístas e ridículas....
Será que é assim tão difícil compreender que o mais importante é que a vida seja vivida com o minímo de dignidade possível...

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Perguntas...

O que é a vida?
E a morte.... o que é a morte?
Será que apenas morremos quando deixamos de estar vivos?

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Perguntas...

Se a morte faz parte da vida porque a tememos assim tanto?

terça-feira, 17 de março de 2009

"será que é preciso sofrer tanto para morrer menina?"

"Hoje estou fisicamente exausta e emocionalmente de rastos...
Os últimos tempos tem sido muito dificeis....
Às vezes pensa em como lido banalmente com a morte no meu dia a dia. É ridÍculo o monstruoso contraste entre a falta de jeito pAra lidar com o mais natural e mágico momento face a naturalidade com q aprendi a lidar com a morte.
Quando me nasceste para as mãos todos os males do mundo desapareceram e eu senti que tudo o que tinha feito até hoje valia a pena... Nunca saberás quem sou, nunca saberei quem és.... mas aqueles minutos ficarão para sempre gravados na minha memória... Sê feliz, vive, ama...
E agora...
Agora que a ténue chama da vida se apaga, quando a sua luz apenas faz brilhar mais intensamente as lágrimas que escorrem pelos rostos de todos nós que te amamos... que fazer?
Conjugam-se demasiados ses em tua volta! Segredam-se demasiados medos... e porque?
Porque aquele homem tinha razão... na agonia da dor a sua lucidez era avassaladora: "será que é preciso sofrer tanto pra morrer menina?"
NÃO!!! NÃO É!!! NÃO DEVIA DE SER.... mas v0cês sofrem e nós apenas podemos mitigar esse sofrimento... esperar que ele seja o menor possível. Apenas podemos, com o nosso amor, vos dar o conforto que nos é possível...
Podemos esperar pelo fim que eu sei que é breve... Esperar que não sofras... E demonstrar que estou ao teu lado...
Porque não devia ser preciso sofrer tanto para morrer não!!!!"
15 de Janeiro de 2007

sábado, 17 de janeiro de 2009

Naquele olhar...

Ela... custa-me cuidar daquelas pessoas assim
Eu... sim compreendo-te
Ela... pois eu imagino que sim, que compreendas....
Eu... muitas vezes elas têm um olhar tão triste
aquele olhar que nos diz:
estou aqui
nem estou viva
nem estou morta
estou presa a este corpo
....
Ela... ai T.
Eu... que foi? não é verdade que é isso que vês naquele olhar?
Ela... sim, mas disseste-o de uma forma...

domingo, 5 de outubro de 2008

Distanásia...

"Numa época em que infindáveis considerações são feitas à nossa por demais publicitada eutanásia, não consigo esconder o quanto me corroi a sua arqui-rival... a quase ignorada distanásia.....
Dizem eles que não somos deuses para decidir quando é suficiente o sofrimento de alguém... mas será que o somos para termos direito a prolongar uma vida que desde há muito já não o é?
Felizmente a grande maioria de nós vive na ignorância face ao sofrimento alheio, que diga-se de passagem é um espectáculo demasiado cruel.....
Vivemos numa sociedade em que a morte é um tabu.... diz-se "se eu morrer", embebidos numa estúpida cegueira que não aceita que o elemento mais natural da vida é a morte....
A verdade é que não acredito que possua em mim a força que me levaria a decidir o tão desejado fim.... mas sei que não existe acto mais cruel que não permitir que ele aconteça.....
Quando proclamamos que não somos deuses para decidir a morte convenientemente esquecemos que também não o somos para impor a vida....."
12 de Março de 2008

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Uma questão de dignidade...

"Lei da "Morte Digna" prevê multas a médicos que prolonguem vida

Médicos que adoptem medidas "inúteis de prolongamento de vida" a doentes terminais sem possibilidade de recuperação poderão ser punidos com multas até um milhão de euros, mediante um projecto-lei em estudo na região espanhola da Andaluzia.
O texto da futura lei da "morte digna" proíbe o que diz ser a "obstinação terapêutica", entendida como a "aplicação de medidas injustificadas e inúteis de prolongamento de vida".
Médicos que adoptem esta prática poderão ser punidos por uma "infracção muito grave" que será castigada com multas que variam entre os 60 mil e um milhão de euros
"O médico ou médica responsável pelo paciente tem a obrigação de limitar as medidas de suporte vital quando não as considere necessárias para evitar a obstinação terapêutica. Essa justificação deve ficar registada na história clínica do paciente", refere o projecto-lei.
O texto obriga a que a opinião seja partilhada por "pelo menos dois outros" especialistas que conheçam o caso do paciente em questão.
Em casos em que os representantes ou familiares do paciente discordem da retirada das medidas de suporte vital, o médico pode pedir um parecer não vinculativo, cabendo-lhe depois a decisão final, inclusive contra a vontade da família.
Para o governo regional, do PSOE, a nova lei - que define os "direitos e garantias da pessoa no processo da morte" - é considerada uma das principais apostas legislativas da actual legislatura.
Trata-se, sustentam, de regular o direito dos doentes terminais a receber toda a informação sobre a sua doença, a tomar decisões sobre o tratamento que podem aplicar e a recusar a intervenção proposta pelos médicos "mesmo que isso ponha em perigo a sua vida".
Garantidos são também os direitos dos menores de idade, já que a partir dos 16 anos poderão ser os próprios a decidir.
A lei estabelece ainda as responsabilidades dos centros sanitários, com o governo a comprometer-se a fornecer a doentes terminais quartos individuais onde possam ser acompanhados pela sua família."
in JN, 3 de Setembro de 2008
Numa sociedade em que tanto se apregoam os direitos dos seres humanos, a capacidade de assumir que todos nós temos direito à dignidade no momento da nossa morte é algo realmente admirável... Haverá realmente alguma diferença entre a eutanásia e a distanásia?