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domingo, 9 de agosto de 2009

Perguntas...

O que é o bem... e o que é o mal?
Será que se é mau por fazer algo de errado?
E será que seremos menos bons por fazer algo de mal?

terça-feira, 19 de maio de 2009

Amar (De)mais...

"Quando estamos numa relação com alguém a quem da forma mais natural e inusitada demos tudo o que temos de nós, a impensável possibilidade de não sermos felizes ao lado dessa pessoa é o tabu mais poderoso de todos.... Amar é algo tão estupidamente simples e maravilhoso, que não contemplamos sequer a possibilidade de deixar de amar.... E na entrega de todas as infimas partes que nos compõem vamos amando cada vez mais....
Mas.... a perfeição não existe.... na vida o caminho que percorremos nem sempre corresponde àquele que delimitamos no mapa da felicidade.... Existem caminhos que se separam... e invariavelmente deixamos de querer amar mais porque na perfidia da dor sentimos que amámos demais...
Seguimos em frente, não sem lamentarmos os actos que nos deixam as recordações que julgamos imortais...
Seguimos em frente, crentes que jamais iremos cometer o erro de amar novamente demais.... seremos mais prudentes....
Amar torna-se uma opção da qual tentamos fugir, receando a felicidade da entrega....
E será que é realmente possível não amar mais? De que forma emocionalmente plausível poderemos nos impedir de procurar a felicidade que nos motiva a caminhar?
Na verdade, não considero tais tentativas reais... inevitavelmente procuraremos a felicidade.... amar não se evita.... e a entrega não será minimamente menor apenas porque um dia a dor nos aconselhou a sermos prudentes....
Jamais amaremos demais... nem sequer a mais amarga das lágrimas nos tornará prudentes....
O verbo da felicidade vivida a dois não é nunca demais..."
4 de Dezembro de 2007

terça-feira, 17 de março de 2009

"será que é preciso sofrer tanto para morrer menina?"

"Hoje estou fisicamente exausta e emocionalmente de rastos...
Os últimos tempos tem sido muito dificeis....
Às vezes pensa em como lido banalmente com a morte no meu dia a dia. É ridÍculo o monstruoso contraste entre a falta de jeito pAra lidar com o mais natural e mágico momento face a naturalidade com q aprendi a lidar com a morte.
Quando me nasceste para as mãos todos os males do mundo desapareceram e eu senti que tudo o que tinha feito até hoje valia a pena... Nunca saberás quem sou, nunca saberei quem és.... mas aqueles minutos ficarão para sempre gravados na minha memória... Sê feliz, vive, ama...
E agora...
Agora que a ténue chama da vida se apaga, quando a sua luz apenas faz brilhar mais intensamente as lágrimas que escorrem pelos rostos de todos nós que te amamos... que fazer?
Conjugam-se demasiados ses em tua volta! Segredam-se demasiados medos... e porque?
Porque aquele homem tinha razão... na agonia da dor a sua lucidez era avassaladora: "será que é preciso sofrer tanto pra morrer menina?"
NÃO!!! NÃO É!!! NÃO DEVIA DE SER.... mas v0cês sofrem e nós apenas podemos mitigar esse sofrimento... esperar que ele seja o menor possível. Apenas podemos, com o nosso amor, vos dar o conforto que nos é possível...
Podemos esperar pelo fim que eu sei que é breve... Esperar que não sofras... E demonstrar que estou ao teu lado...
Porque não devia ser preciso sofrer tanto para morrer não!!!!"
15 de Janeiro de 2007

domingo, 14 de dezembro de 2008

Frases...

"É sobre pessoas que cometem erros e que tentam fazer o melhor que podem. É sobre ser humano, sobre cair e erguer-se de novo."

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Calma...

Sendo que em tantos momentos a vida parece tomar um rumo muito diferente daquele que esperavamos, ou até mesmo daquele que desejavamos, a nossa reacção perante o inesperado é algo que vai ter uma importância fulcral no rumo das coisas...
Na verdade a capacidade de se permanecer calmo, perante uma situação de stress, é, tendecialmente, uma característica que nasce com cada um de nós, e que, quando trabalhada, poderá se tornar ainda mais útil....
A nível profissional essa capacidade, que julgo possuir, veio me ajudar a lidar com um sem número de situações, em que a adrenalina ameaçava tomar conta de todos... mas pergunto-se se num extremo, ser-se calmo não poderá nos tornar insensíveis....
Pessoalmente, não sinto que isso seja verdade, mais que não seja pela incontáveis vezes em que senti o meu corpo a tremer face às emoções extremas que vivia, mas que ainda assim mantive algures para me permitir a mim mesma enfrentar todos os desafios que me eram impostos... mas ainda assim questiono-me....
Em que lugar vive o limite que separa a calma extrema da gélida insensibilidade?
Será que poderemos ser eternamente e constantemente calmos?
E será que é bom ser-se fazer sempre o controlo das nossas emoções?
Onde vivem os limites da calma?

domingo, 7 de dezembro de 2008

Embora doa...

É a duvida que resta,
Que me leva a perguntar…
Qual papel sera o meu?
O de quem nada faz?

Embora doa, nada fiz para mudar.
Embora doa, nada vai mudar.

E revemos nas imagens que não passa de um esboço…
Escolhem os senhores da guerra os motivos a seu gosto…

Embora doa, nada fiz para mudar.
Embora doa, nada vai mudar.

Porque nada surpreende.
Já vivemos com o medo.
Quem nos chama a razão?
Ao som de armas adormeço…

Embora doa, não me faz perder o sono.
Embora doa…

Escorre sangue pelo ombro em directo na tv
Explode a carne em mãos de quem nada fez
Embora doa, não me sujo desse sangue
Embora doa, há sempre outro canal
Embora doa…Embora doa, não me sujo desse sangue
Embora doa, ha sempre outro canal.
É a duvida que resta que me leva a perguntar…

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Perguntas...

"hasn't everyone suffered enough?"

domingo, 26 de outubro de 2008

Pequenos grandes gestos....

É extremamente curioso que num mundo em que as pessoas estão tão atentas aos desvarios da humanidade, não usem essa mesma atenção para ver aqueles pequenos grandes gestos que se acumulam para efectivamente fazer a diferença....
Pergunto-me se somos apenas humanos, porque se insiste em actos de super heróis em que um gesto salvaria o mundo.... Não será mais sensato, e mais humanos, viver acumulando pequenos gestos do quotidiano que poderão não salvar o mundo, mas salvar o mundo de alguém.....
Dizia-me alguém que ficou a pensar no que poderia ter feito mas não fez.... e eu pensei em tudo aquilo que fazemos sem pensar... ou aquilo que não fazemos....
Ao longo dos últimos anos aprendi a importância dos pequenos gestos... dos silêncios... das palavras simples e sinceras....
Sei que não posso salvar o mundo... mas se puder apaziguar uma lágrima... se puder puder proporcionar um sorriso teria salvado o mundo de alguém... e quem sabe também o meu...

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Segurança...

A segurança é algo realmente complexo... e em alguns momento é efectivamente curioso como ela existe sem dúvida alguma, enquanto noutros parece não conseguir existir apesar de todos os esforços...
Lembro-me que em tempos se instalou em mim uma segurança que não respondia a qualquer regras, era incontornável mas ainda assim sentia-me estupidamente segura....
Será que aquilo que sentimos face a esta ou aquela situação é motivado unicamente por nós, ou de que forma conspirará o universo para nos inundar de certezas...
Mais ainda, como poderemos justificar a insegurança que esta ou aquela pessoa nos trás se somos nós que nos sentimos (in)seguros....
É que ainda que a segurança nasça num conjunto de certezas, será seguro esquecer que as certezas podem não ser imutáveis, e que os nosso castelo de cartas pode ruir....
Porque todos desejamos nos sentir seguros, mas como poderemos justificar algo tão dificilmente justificável.... porque a segurança vive de algo tão irracional, algo tão inseguro...

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Sensibilidade e bom senso....

É realmente curioso como algumas pessoas ainda vivem de uma utopia que acreditam firmemente que é a realidade em que os outros vivem.... Enquanto que na realidade todos somos diferentes e por mais que possamos apelidar este nosso mundo de injusto é o que temos, e eventualmente teremos que aprender a viver nele...
Num mundo feito de desigualdades é estupidamente ridiculo ver alguém que ainda tenta cumprir todas as regras, sem permitir a existência da excepção....
Será pedir assim tanto que se deixe de viver no ideal para viver na realidade?
Claro que eu adoraria pensar que me apetece pegar em mim e me dirigir ao aeroporto para conhecer todos aqueles lugares que me faltam conhecer, mas na realidade tenho um emprego, tenho um sonho que me ocupa o tempo e o orçamento não colabora....
Claro que seria muito melhor se nenhuma criança morresse no mundo por não ter fome, por não ter abrigo... e que não vivesse sem amor... mas no nosso mundo tudo isso existe, e nós temos que viver conscientes desta nossa realidade...
Será pedir muito que alguém tenha o discernimento para saber que uma criança com fome não precisa de um livro para lhe alimentar a alma, mas sim de comida para lhe alimentar o corpo...
Em alguns momentos pergunto-me se terei perdido a capacidade de sonhar... por ter a noção que vivo numa realidade cruel e injusta.... mas não será exactamente o contrário, por saber que vivo numa realidade cruel e injusta, que aprendi o que é sonhar....
Neste nosso mundo feito de regras que existem por existir a excepção, e de ideais e da realidades, não será a capacidade de discernir entre aquele que deveriamos ter e aquilo que efectivamente temos que fará a diferença...

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Perguntas...

Hoje alguém falou de momentos menos bons, daqueles que nós gostaríamos que nunca acontecessem...
Mas será que se os dias maus não existissem nós conseguiríamos apreciar verdadeiramente os que são bons?
Não será por nos permitirmos a nós próprios os dias em que nos sentimos pequenos, que conseguímos juntar as nossas forças para os dias em que queremos ser fortes?
Será que quem nunca chora saber verdadeiramente sorrir?

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Animais...

Neste momento em que a violência nos entre pelos olhos todos dias, com demasiada naturalidade, questiono-me como é que ser-se animal tornou-se tão natural no ser humano....

domingo, 14 de setembro de 2008

Carpe Diem...

"Esta expressão tão celebre e tão intensamente personificada por alguns é para outros tantos motivo de desdem, mas no intervalo entre ambos mantem-se a dúvida de qual será a atitude correcta....
Viver o imediato e cometer alguma loucuras traz, na grande maioria das vezes, um prazer intenso que nos permite um grau de satisfação bastante razoável, mas quando termina esse prazer o que é que nos resta?
Residirá no imediatismo a satisfação plena dos nossos desejos?
Existirá alum ponto de equilibrio entre o refreio total das nossas pulsões e a satisfação plena dos desejos mais prementes?
Dizem alguns que ser-se "imediatista" é sinal claro de insensatez e desleixo face ao futuro, mas quando a vida nos mostra das formas mais crueis que o futuro poderá não ser assim tão longo como esperamos, ou nem sequer existir, de que nos serve viver o hoje a pensar exclusivamente no amanhã?
Não nego o prazer que a adrenalina proporciona quando percorre o nosso corpo que se rendeu ao aqui e agora, mas por ser uma droga com um tempo de vida tão curto, o que nos resta depois da sua passagem?
Entre o carpe diem e a hipotese de um futuro mais ou menos longo, como é que poderemos viver aproveitando quer o hoje quer o amanhã?
Será insensatez querer agarrar o hoje sabendo que existirá amanhã ou não o fazer por temer as consequências que poderão surgir amanhã....
Talvez o segredo resida em viver o hoje como se não fosse existir amanhã, mas ainda assim não esquecendo que ele poderá existir...."

22 de Maio de 2008

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Wrong from right

O discernimento é uma coisa extremamente interessante.... especialmente quando ele existe e nós mesmo assim convenientemente o ignoramos....
Muito além da consciência social do que é certo ou errado existe em cada um de nós uma capacidade intrínseca de conseguir distinguir essas duas entidades, mas ainda assim em alguns momentos parecemos completamente incapazes de utilizar essa capacidade...
Talvez seja isso que torna absolutamente delicioso o facto de que ainda sabendo que os riscos são demasiado grandes decidamos percorrer o caminho do qual saimos repletos de mazelas....
De que valem os conselhos pseudo-sábios das pessoas que nos rodeiam, se algures nos meandros do nosso mar de células cinzentas um barquito louco e pouco seguro ruma ao destino que ele próprio escolheu....
Se temos a capacidade em distinguir o certo do errado, porque que motivo tão pouco inteligente é que decidimos mergulhar de cabeça nessas decisões que o nosso próprio discernimento definiu como erradas....
Se tão frequentemente escolhemos o errado em detrimento do certo, o que é realmente cada um deles?