domingo, 5 de setembro de 2010

Justiça....

Sinceramente não acreditava muito no processo... todo o tempo e todas as vezes que foi adiada a sentença tornavam o caso mais próximo de um caso perdido...
Mas parece que finalmente se fez alguma justiça....
Agora é SÓ começar a fazer-se justiça a todas as outras crianças....

7 comentários:

Miguel disse...

Isto está a começar agora...

Não leste o que disse o Marinho?
Os casos mais antigos prescrevem em 2016... e vão prescrever!

Venusia disse...

Lá se cumpriu alguma coisa neste país...

najla disse...

Sabes TM, acho que isto tudo foi uma palhaçada muito grande, um circo enorme e discordo contigo, a justiça, no meu entender, ficou muito, muito aquém!

NI disse...

TM, talvez por ter estado 20 anos na barra dos tribunais temo que a minha opinião seja parcial mas mesmo assim cá vai.

Sem entrar em discussões e filosóficas, a justiça encerra em si mesma um juízo de valor pelo que a mesma é subjectiva.

Há contudo elementos que são transversais: a justiça quer-se célere e imparcial.

Se olharmos para estes elementos, não houve justiça no meu ponto de vista.


Beijo

Miguel disse...

Ni,

A justiça nunca devia ser subjectiva...

Isto, só por si, já derruba o conceito de justiça!

NI disse...

Miguel, mas o próprio conceitos de justiça é subjectivo. A justiça é, de facto, um juizo de valor. Por exemplo, o que para nós ocidentais é uma justiça para os muçulmanos não é e o inverso é verdadeiro.

É nesta base que falo.

Miguel disse...

Ni,

A justiça NUNCA se bode basear em subjectividades ou nunca será justiça!

Sim, a justiça aqui é uma e no Irão é outra. Não me interessa a do Irão, porque não vivo lá. Interessa-me a de cá porque tenho aqui a minha vida e os meus filhos.

O conceito de justiça em Portugal é um circo.

Dou-te um exemplo quase ridiculo da pequenês que tem que foi a minha audiência de divórcio.

Numa manhã, estiveram 6 pessoas adultas, supostamente responsaveis, a mentir e a fazer de conta. De um lado, a minha ex, dentista, a dizer que era uma coitadinha, que se fartava de trabalhar e quase não tinha dinheiro para viver; do outro, eu, a tentar desmontar aquele choradinho, mentindo também onde me era possivel tentando equilibrar um pouco o resultado do que se dizia de um lado e do outro; no meio, um juiz a tentar fazer de conta que acreditava naquilo que lhe diziam...

E assim se gastaram umas 4 horas da vida de 6 pessoas numa manhã de faz de conta...

Jamais, depois disto, me será possivel dar credibilidade ao que quer que seja feito em nome da justiça!