Mostrar mensagens com a etiqueta sensatez. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta sensatez. Mostrar todas as mensagens

sábado, 29 de agosto de 2009

Perguntas...

De que nos serve a sensatez?
Porque não cedemos à loucura... ao desejo da aventura....

segunda-feira, 23 de março de 2009

Parar...

Hoje ao ler um post fiquei a pensar em todas as coisas que nos levam a correr ao longos dos dias...
Perseguimos sempre algo... é o trabalho... é o estudo... são mais um conjunto infinito de milhentas coisas que nos impelem a correr, ontem, hoje e amanhã...
Mas será que de quando em vez não devemos parar?
Aceitar que precisamos de respirar fundo e fazer simplesmente nada....
Por maior que seja a motivação que nos impele a correr atrás de um sonho, não podemos esquecer que o nosso corpo é apenas um corpo... que nós somos apenas um só...
E no momento em que esquecemos a importância desse facto, corremos o risco de cair num abismo, do qual, posteriormente, é muito mais difícil sair...
A verdade é que sei que não sou de ferro, e ao contrário do que disse em tempos, também não sou de elástico...
Por isso hoje decidi parar.... ou pelo menos abrandar....
Respirar fundo... pensar em mim... recuperar forças.... parar....
Porque só podemos correr se soubermos parar....

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Planos....

Na nossa vida tendemos a fazer planos em inúmeros momentos.... com esta ou aquela função procuramos delinear o que irá acontecer... aquilo que iremos fazer...
Mas de uma forma qb desconcertante a grande maioria dos acontecimentos que nos marcam são os que não constavam nos nossos planos...
E depois como conseguiremos justificar a forma como o que não planeavamos veio substituir os nossos planos....
Então de que vale fazer planos....
Não sendo a frustração o mais agradavél dos sentimentos, em alguns momentos o que nos é trazido pelo inesperado consegue suprimir essa desagradável sensação para nos fazer esquecer os nossos planos...
Porque fazer planos é diferente de sonhar... de desejar... de imaginar....
Os planos são coisas limitadoras... que nos impedem de nos abandonarmos ao ritmo da vida....
Hoje olho em redor e penso naquilo que desejo para mim... naquilo com que sonho.... mas não quero fazer planos.... porque estou demasiado cansada de os ver ruir....
Hoje quero me abandonar ao ritmo da vida... ao ritmo dos meus sonhos e desejos.... abraçar o inesperado e com ele fazer o melhor que puder.... viver...

domingo, 2 de novembro de 2008

O nome das coisas...

Ainda que seja completamente compreensível, não deixa de ser curiosa a necessidade que nós seres humanos temos de dar um nome às coisas...
Pergunto-me se deixarmos de chamar isto por X e aquilo por Y, se as coisas serão diferentes....
Na verdade existe todo um conjunto de características que faz com que algo seja efectivamente X, enquanto que Y necessita de um conjunto diferente de características....mas será que é necessário um nome para que algo seja real, que exista...
Pessoalmente sinto que não preciso que as coisas tenham um nome para existirem, ainda que saiba que poderei encontrar alguma segurança nessa mesma definição...
Não sou diferente dos outros, e assim sendo sei que a indefinição disto ou daquilo poderá contribuir para o minha instabilidade... mas em alguns momentos a instabilidade que nasce na necessidade de dar uma nome a algumas coisas poderá ser bem mais castradora....
E neste mundo em permanente mudança, aprender que nada é imutável é aprender a conviver com algumas indefinições... e com as certezas que temos ainda que não saibamos como elas se chamam...

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Frases...

"Os teus compromissos são respeitáveis apenas se fores responsável por eles. É por isso que os teus compromissos são o mais importante na tua vida."

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Sensibilidade e bom senso....

É realmente curioso como algumas pessoas ainda vivem de uma utopia que acreditam firmemente que é a realidade em que os outros vivem.... Enquanto que na realidade todos somos diferentes e por mais que possamos apelidar este nosso mundo de injusto é o que temos, e eventualmente teremos que aprender a viver nele...
Num mundo feito de desigualdades é estupidamente ridiculo ver alguém que ainda tenta cumprir todas as regras, sem permitir a existência da excepção....
Será pedir assim tanto que se deixe de viver no ideal para viver na realidade?
Claro que eu adoraria pensar que me apetece pegar em mim e me dirigir ao aeroporto para conhecer todos aqueles lugares que me faltam conhecer, mas na realidade tenho um emprego, tenho um sonho que me ocupa o tempo e o orçamento não colabora....
Claro que seria muito melhor se nenhuma criança morresse no mundo por não ter fome, por não ter abrigo... e que não vivesse sem amor... mas no nosso mundo tudo isso existe, e nós temos que viver conscientes desta nossa realidade...
Será pedir muito que alguém tenha o discernimento para saber que uma criança com fome não precisa de um livro para lhe alimentar a alma, mas sim de comida para lhe alimentar o corpo...
Em alguns momentos pergunto-me se terei perdido a capacidade de sonhar... por ter a noção que vivo numa realidade cruel e injusta.... mas não será exactamente o contrário, por saber que vivo numa realidade cruel e injusta, que aprendi o que é sonhar....
Neste nosso mundo feito de regras que existem por existir a excepção, e de ideais e da realidades, não será a capacidade de discernir entre aquele que deveriamos ter e aquilo que efectivamente temos que fará a diferença...

domingo, 21 de setembro de 2008

Crónicas de um corpo...

Nem sempre o olhar-se a um espelho constitui um exercico que seja considerado agradável, e estando consciente dessa pseudo dificuldade, questiono-me no que terá efectivamente que mudar para tornar esse exercicio mais agradável, será o corpo ou serão os olhos que o veem o espelho?
Nesta sociedade em que o culto do corpo é tão irrisoriamente mandatório, não será uma perseguição irreal, a que procura atingir um corpo perfeito?
Pessoalmente sinto-me qb satisfeita com o meu corpo, mas tenho a visão realista que ele não é, nem nunca será, perfeito... Mas principalmente aprendi a conhecer aquilo que faz parte de mim, pois sei que se é no meu corpo que vivo, é nele que preciso de me sentir bem....
Efectivamente não compreendo o cultivo do corpo perfeito, porque na realidade, que de vale perseguir algo que nem sequer existe?
E será que cuidamos de nós por nós, ou pelos outros?
Claro que compreendo a necessidade de nos sentirmos bem com aquilo que somos, mas não será mais sensato procurar esse bem estar em algum lado que não o nosso corpo?

domingo, 14 de setembro de 2008

Carpe Diem...

"Esta expressão tão celebre e tão intensamente personificada por alguns é para outros tantos motivo de desdem, mas no intervalo entre ambos mantem-se a dúvida de qual será a atitude correcta....
Viver o imediato e cometer alguma loucuras traz, na grande maioria das vezes, um prazer intenso que nos permite um grau de satisfação bastante razoável, mas quando termina esse prazer o que é que nos resta?
Residirá no imediatismo a satisfação plena dos nossos desejos?
Existirá alum ponto de equilibrio entre o refreio total das nossas pulsões e a satisfação plena dos desejos mais prementes?
Dizem alguns que ser-se "imediatista" é sinal claro de insensatez e desleixo face ao futuro, mas quando a vida nos mostra das formas mais crueis que o futuro poderá não ser assim tão longo como esperamos, ou nem sequer existir, de que nos serve viver o hoje a pensar exclusivamente no amanhã?
Não nego o prazer que a adrenalina proporciona quando percorre o nosso corpo que se rendeu ao aqui e agora, mas por ser uma droga com um tempo de vida tão curto, o que nos resta depois da sua passagem?
Entre o carpe diem e a hipotese de um futuro mais ou menos longo, como é que poderemos viver aproveitando quer o hoje quer o amanhã?
Será insensatez querer agarrar o hoje sabendo que existirá amanhã ou não o fazer por temer as consequências que poderão surgir amanhã....
Talvez o segredo resida em viver o hoje como se não fosse existir amanhã, mas ainda assim não esquecendo que ele poderá existir...."

22 de Maio de 2008

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Wrong from right

O discernimento é uma coisa extremamente interessante.... especialmente quando ele existe e nós mesmo assim convenientemente o ignoramos....
Muito além da consciência social do que é certo ou errado existe em cada um de nós uma capacidade intrínseca de conseguir distinguir essas duas entidades, mas ainda assim em alguns momentos parecemos completamente incapazes de utilizar essa capacidade...
Talvez seja isso que torna absolutamente delicioso o facto de que ainda sabendo que os riscos são demasiado grandes decidamos percorrer o caminho do qual saimos repletos de mazelas....
De que valem os conselhos pseudo-sábios das pessoas que nos rodeiam, se algures nos meandros do nosso mar de células cinzentas um barquito louco e pouco seguro ruma ao destino que ele próprio escolheu....
Se temos a capacidade em distinguir o certo do errado, porque que motivo tão pouco inteligente é que decidimos mergulhar de cabeça nessas decisões que o nosso próprio discernimento definiu como erradas....
Se tão frequentemente escolhemos o errado em detrimento do certo, o que é realmente cada um deles?

Fora de tempo...

Ele... "precisas de..."
posso ajudar?
Eu... para tudo na vida existe um tempo
e as coisas fora do tempo não fazem sentido
...

O meu tipo...

"Neste momento, em que mais uma das minhas invariáveis insónias me visita, dou por mim a tentar responder a uma pergunta que já foram vários aqueles que me fizeram e eu ainda não consegui encontrar uma resposta satisfatória....
Pensar naquele cliché tantas vezes respetido, "Qual é o teu (meu) tipo de homem?", faz-me tentar imaginar o meu principe encantado, mas deparo-me com um pequeno grande obstáculo... não acredito em principes encantados. Fosse eu uma donzela indefesa crente no maravilhoso mundo dos homens perfeitos e talvez essa questão pudesse ser respondida de uma forma mais fácil....
Desenganem-se se com isto julgam que não sei o que é o que gosto, mas a verdade é que acho que seria demasiado pueril da minha parte ainda procurar o homem perfeito, o ideal.....
Claro que não estou a dizer com isto que desisti de encontrar um homem que corresponda aquilo que desperta em mim aquilo que posso suavemente chamar como interesse, porque é mentira....
Na verdade, não tenho dificuldade em enumerar um conjunto de caracteristicas que poderá elucidar um qualquer interlocutor mais curioso sobre qual é efectivamento o meu tipo de homem, mas será que esse conjunto de características é suficiente?
É curioso a forma como quem me conhece consegue identificar algumas dessas mesmas características que eu própria não pareço ter em conta mas que na verdade são decisivas....
Ainda assim a pergunta continua sem uma resposta que me pareça satisfatória... completa..... perfeita.... mas também se não existe o homem que seja a imagem dessa resposta porque me hei-de eu preocupar com ela (a resposta) ao invés de ir descobrindo?????"

9 de Abril de 2008

sábado, 6 de setembro de 2008

Ser-se diferente...

a propósito...
"De uma forma mais ou menos assumida, nós, seres sociais, fomos nos habituando a perder mais tempo a olhar para os outros que a olhar para nós próprios...
Sem que nada nem ninguém nos atribuisse tal direito, fomos adquirindo o infeliz hábito de julgar os outros...
E no mesmo momento em que vivemos numa sociedade que apregoa a igualdade entre todos, ser-se diferentes é, ainda, motivo para um sem fim de olhares assustadores...
Quando discorro sobre os julgamentos feitos à la carte, não pretendo sequer fazer a distinção entre os que são feitos às pessoas que são diferentes por opção e aqueles que são feitos a quem não foi dada opção...
Na verdade, essa palavra tão ingloriamente ocultada que é o preconceito, mantem-se ainda, na sua tradução mais básica, a demonstração de uma total ausência de sensatez....Afinal que conceito se poderá sensatamente construir na ausência de um conhecimento de causa?
Quando a luta é feita a favor da igualdade, não estaremos a tentar atingir o impossível?
Se é nas diferenças que cada um de nós possui em relação ao resto do mundo, que reside a nossa essência, ao invés de lutar por uma igualdade incomportável, porque não usamos essa mesma força para simplemente aceitar a diferença....
Ser-se (d)efeciente é naturalmente ser-se diferente, mas em que momento é que a diferença nos torna menos humanos?
Neste oceano de censura, preconceito e ignorância, a verdadeira magia resida na capacidade de assumir a diferença.... olhando mais para nós, e menos para os outros...."
9 de Junho de 2008