Mostrar mensagens com a etiqueta escolhas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta escolhas. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 29 de março de 2010

Perspectivas...

Hoje, enquanto discutia com o meu gaijo o estado das nossas finanças, a conversa foi parar ao futuro...
Ou seja, falou-se do que iremos fazer daqui a pouco mais de um ano... ou melhor, daquilo que eu irei fazer daqui a pouco mais de um ano...
A verdade é que todo este esforço tem como objectivo uma mudança...
Mas agora surge a questão... Mudar para onde? Mudar para quê?
Não que eu não saiba o que me leva a querer mudar, mas a questão está em saber para o que irei mudar... para onde irei mudar...
Na verdade não me assusta o que está para lá do horizonte... mas a incerteza do que o futuro me poderá trazer é algo que me deixa perdida...
Lembro-me de uma outra conversa recente com uma colega de faculdade, que me questionava o que pretendo eu fazer quando terminar este curso...
E afinal... que pretendo eu fazer?
Claro que sei o que gostaria de fazer... Claro que aquele meio-sonho meio-devaneio que partilho é algo que cada vez mais soa extremamente apetecível... mas será que é esse o futuro que quero para mim?
Afinal porque ando eu a lutar... porque ando eu a dar o meu melhor.... não é para aumentar as minhas perspectivas?
Mas se assim é, porque me sinto eu tão perdida... tão sem saber o que fazer deste futuro pelo qual luto com tudo o que tenho... e sem saber que futuro será o meu...

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Ouvi dizer...

Nos últimos tempos a frase que mais oiço as pessoas exclamarem quando me encontram é:
Oh T, ouvi dizer....
E vez após vez lá vou eu confirmando que decidi arriscar.... que decidi aproveitar a oportunidade que me caiu no colo... que decidi optar por algum bem-estar e fortes probabilidades de um futuro mais tranquilo....
Sim, eu gosto mesmo muito do que faço....
Sim, eu adoro as pessoas com quem trabalho mais proximamente, aquelas que me ensinaram muito daquilo que sei e com quem partilhei 4 anos fundamentais da minha vida profissional....
Sim, eu não estava a pensar mudar....
Sim, eu não procurei esta oportunidade.....
Mas como disse o outro senhor, e eu concordo plenamente, eu prefiro me arrepender por aquilo que fiz do que por aquilo que deixei por fazer...
Por isso sim, ouviram dizer e ouviram bem....
Vou sair... vou mudar... vou seguir em frente.... e depois... depois logo se vai ver....

sábado, 29 de agosto de 2009

Perguntas...

De que nos serve a sensatez?
Porque não cedemos à loucura... ao desejo da aventura....

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Perguntas...

Qual será a decisão mais acertada?
Aquela em que pensamos durante muito muito tempo... ou aquela que é nem sequer é pensada....

quarta-feira, 13 de maio de 2009

A inércia....

O ser humano é naturalmente insatisfeito...
E numa época em que a situação geral não é propriamente a melhor é perfeitamente normal que nos sintamos ainda mais insatisfeitos... no entanto algo que não compreendo é a inércia que ataca incontáveis pessoas, que a única coisa que parecem saber fazer é se queixarem....
Será que estão à espera que a solução para os seus problemas lhes caia no colo?
Na verdade sei que não existem soluções perfeitas.... mas será que se nos dermos ao trabalho de procurar as nossas soluções não iremos conseguir vencer a insatisfação....
Claro que aquilo que funciona para uns não irá propriamente funcionar para outros... mas se ainda nos resta a liberdade, porque não a usar para lutar pela nossa vida ao invés de nos acomodarmos ao que a vida nos dá....
Porque parados não vamos a lado nenhum.... e que tal nos pormos a andar?

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Num instante....

"Tenho que ir...
Vais ver que passa num instante e daqui a nada eu já aqui estou...
Até já..."
Dizem que as pessoas normais têm um horário fixo... daqueles em que todos os dias as pessoas começam a trabalhar pela manhã cedo e terminam o seu dia de trabalho algures a meio da tarde....
Nos tempos em que estudava, e prevendo o que seria a minha futura vida profissional, não me fazia qualquer confusão pensar em ter horários diferentes da grande maioria das pessoas... nunca me preocupou essa faceta da minha profissão....
Mas hoje.... hoje são tantos os dias em que sair pela porta é uma cruel necessidade....
Como posso eu não me sentir cruel quando não dou aqueles que amo a atenção que eles merecem.... e então nasce a inveja daqueles que têm o privilégio de saber o que são fins-de-semana... inveja que se multiplica nas noites em que ao invés de ficar a saborear a companhia daqueles com que partilho a vida, saio pela porta para ir trabalhar mais uma noite....
Não deixa de ser curioso como ao longo do tempo as nossas vontades e necessidades vão mudando.... É curioso como num momento desejamos algo, para mais tarde vermos que o que escolhemos para nós não nos trouxe nada daquilo que imaginariamos....
Não podemos mudar o passado.... mas como podemos nós mudar as consequências das nossas opções...
Em tempos não queria ser como as pessoas normais.... hoje apenas queria ser um pouco mais normal....
Será um absurdo desejar ter os fins-de-semana.... desejar poder estar livre para conviver como aqueles que amo....
Será?
.......
São tantos os instantes em que eu tenho que sair... tantas as promessas que voltarei.... e eu volto.... mas seria tão bom apenas ficar....

sábado, 21 de março de 2009

Perguntas...

O que são os sonhos?
Onde nascem e onde terminam os sonhos?

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Caminho...

Aqui sentada, à janela, deixo que os meus olhos se percam nos caminhos da minha vida...
Penso nos caminhos que percorri até aqui chegar, e questiono-me se em algum momento seria quem sou hoje se não os tivesse percorrido...
Talvez por teimosia... ou apenas aquilo que alguns chamam de persistência... insisto em percorrer os caminhos que eu escolho para mim, ao invés daqueles, que ainda que eventualmente mais seguros, não nascem de uma vontade minha....
E neste momento, como em tantos outros, penso em todos aqueles que estiveram ao meu lado nesses percursos... naqueles com quem me cruzei... nos que me ajudaram a seguir em frente... nos que estiveram um momento.... e nos que estiveram sempre do meu lado....
Não nego aquele sentimento mais incerto que vive em mim e me faz pensar se terei escolhido o caminho certo... ou se irei sequer seguir este caminho até ao fim... mas ao lado desse sentimento incerto e cruel vive uma luz que me aquece a alma... uma luz que me sussurra que escolhi o caminho certo....
Li as palavras que falavam de escolhas e caminhos.... e renasceu em mim a certeza que as nossas escolhas, ainda que nem sempre sendo as que nos proporcionam tudo o que procuravamos, serão sempre as certas... simplesmente por serem nossas....
Então sigo em frente no meu caminho.... E aqui sentada, percorro hoje com os olhos o caminho que em breve percorrerei de corpo e alma....

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Perguntas...

O que é que nos leva a gostar de algo? Como se pode justificar o gostar?

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Recordações...

Foi numa troca de ideias em que dei a minha opinião sobre esse tão maravilhoso e singularmente especial dom que é a nossa memória que me ficou uma questão....
Sendo a nossa memória um tão infindável local de armazenamento de momentos do passado, qual é o processo que define quais são aqueles que são passíveis de seres lá guardados, e quais são aqueles que não merecem ocupar um espaço nesse local tão especial.....
A verdade é que as recordações do passado são algo tão perfeitamente indomável que é extremamente dificil conseguir definir um momento preciso em que elas deverão reaparecer na nossa vida para se tornarem úteis, mas ainda assim será que apesar de tudo isso elas existem da mesma forma indomável com que nos assaltam, às vezes até nos momentos mais imprevistos e indesejáveis...
O nosso subsconsciente é um universo quase tão infinito e desconhecido como aquele em que nós, pequeninos, vivemos, mas ainda assim algo me diz que é nele que se processa o tal processo de selecção do qual surgem as nossas recordações....
Argumentava o meu interlocutor que não há escolha nas recordações, mas será que não existe mesmo?
Então quem me explica que eu me lembre perfeitamente de andar orgulhosamente ao lado do meu avô na carroça do seu adorado burrito, e não tenho uma única recordação dos meses que ele passou na cama antes de falecer?
Será que essa pessoa me conseguirá também explicar como povoam a minha infância memórias doces e felizes ao invés das lágrimas? Porque é que me lembro do sabor delicioso da fruta acabadinha de apanhar que era comida sentada na arvore e não me lembro de cair da árvore ou sequer das esfoladelas que esse pequeno prazer me trouxe?
Talvez a explicação seja tão simples que se torna desnecessária, mas ainda assim acredito que escolhemos as nossas recordações!!!!
Senão porque me iria lembrar daquele maravilhoso céu azul das quase infinitas caminhadas em Londres e preferir me lembrar do frio quase surreal que se fazia sentir?......
Talvez a nossa memória seja um oceano de memória que preferimos que venha banhar a praia em que nos estendemos ao sol no presente, trazendo consigo a doce maresia das recordações felizes que o nosso subsconciente condescedente preferiu guardar.....
Claro que não sou tão ingénua ao ponto de acreditar que a nossa memória só serve de abrigo a recordações agradáveis e felizes, porque se os momentos menos bons existem é perfeitamente normal que também existem recordações menos doces, mas ainda assim é curioso observar a forma como optamos por guardar os fragmentos da nossa vida em que fomos felizes como que se numa selecção perfeitamente natural na memória que queremos contruir de um passado nem sempre tão feliz como o lembramos....
Sim, há escolha para as recordações, nós só não queremos admitir que a fazemos....

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Compromisso...

"Aqui no meu mundinho piquinino, olho em redor e sinto que a minha liberdade se vai tornando a cada dia na minha melhor companhia....
Como é óbvio não pretendo assumir a postura ignorante de aberração da natureza, fazendo-me passar pelo um ser a quem a componente social não desperta o miníno interesse....
Contudo, neste momento da minha vida em que todos em meu redor parecem ter escolhido aliar a sua vida a outra pessoa, questiono-me sobre a minha normalidade, fragilizada pelo supremo prazer que me proporciona a minha liberdade...
Ao longo da nossa vida é suposto percorrermos um determinado caminho, que alguém delineou para nós, ainda antes mesmo de nascermos, mas e quando no motivam as opções inesperadas, a sensação de nos tornarmos num animal exótico, que simplesmente deseja saborear a sua liberdade é demasiado forte para ser ignorada....
Não pretendo com tudo isto assumir uma postura de quem não acredita na felicidade partilhada, mas ainda assim considero de uma fenomenal injustiça escolher alguém para justificar este ou aquele sonho estilhaçado...
Ao longo da minha curta vida, as pessoas com que partilhei os meus momentos de felicidade, tornaram esses momentos ainda mais memoráveis, mas questiono-me se a inexistência de alguém a quem escolhi entregar a minha vida inviabiliza esses momentos, ou porventura os torna menos felizes...
Quando decidimos comprometer a nossa vida a outra pessoa, tornamo-nos mais felizes?
E será que no momento em que entrego a minha felicidade ás mãos da minha liberdade torno-me menos feliz?
No momento em que todos decidem assumir um compromisso perante outra pessoa, eu escolho-me a minha mesma para companhia de alegrias e tristezas, de saúde e doença, e acima de tudo escolho-me a mim para desfrutar da minha anormalidade... da minha liberdade...."
3 de Agosto de 2008