quinta-feira, 18 de junho de 2009

O contrário de estar vivo...

Em tempos, uma determinada senhora não muito brilhante afirmou que estar morto era o contrário de estar vivo... É óbvio que a senhora não é propriamente a mais brilhante das mentes, e nem sequer esperamos que a sua cabecinha qb oca compreenda as nuances de toda essa situação....
Nos últimos tempos muito se fala da opção de não viver.... ou até mesmo da opção dar por terminada uma vida que desde há muito tempo deixou de o ser.... Pessoalmente, não consigo ter uma opinião definida sobre um tema tão delicado, porque à semelhança de outros temas controversos, a decisão sobre uma vida que não a minha é algo que não sinto que esteja no direito ter....
Ainda assim... e porque morrer não é o contrário de viver... sinto que muito mais importante que toda uma discussão sobre se alguém tem direito a decidir sobre a sua própria vida... é o facto de em demasiados momentos se prolongarem vidas que já nem sequer o são à custa do sofrimento de alguém a quem não é dado o direito a decidir....
Eutanásia... testamento vital.... opções (supostamente) tomadas por pessoas sobre a sua vida ou a de alguém que amam.... e aí o nosso direito a opinar é infimo....
E a distanásia.... e todas aquelas tentativas ridículas que se fazem para prolongar a vida que alguém que já não têm sequer viabilidade..... para não mencionar qualidade de vida....
À força de tanto conviver com o sofrimento dos outros, dei por mim a não temer a morte mas a ter pavor do sofrimento pelo qual muito têm que passar para a conquistar...
Será que temos o direito a manter uma vida simplesmente pelo valor da vida....
Lamentavelmente, já vi em primeiro plano a tomada de decisões que não considero apenas erradas, mas acima de tudo egoístas e ridículas....
Será que é assim tão difícil compreender que o mais importante é que a vida seja vivida com o minímo de dignidade possível...

7 comentários:

ianita disse...

Dignidade... é uma palavra importante. A reter !

:)

spritof disse...

...escevi eu que isto dava uma discussão, tipo forum, muito interessante.... e vai daí...
:)


Tema realmente complexo que prefiro neste momento não comentar de um modo profundo... mas apesar de ter algumas reservas por razões várias, sou tendencialmente a favor da eutanásia.
Mas os riscos também são altos... porque errar é humano.

TM disse...

Ianita - E infelizmente é aquela que mais vezes é esquecida...

TM disse...

Spritof - E perdoar é?

najla disse...

Sou a favor da eutanásia. Independentemente da carga emocional, ética, moral e outras tantas coisas, acima de tudo devemos pensar no outro, na dignidade humana, na qualidade da vida que está a ter e na esperança ou futuro da pessoa. Claro que tirar a vida a alguém que está em sofrimento, não nos faz santos mas tão pouco merceneiros.
Apesar de sermos donos e senhores da nossa própria vida, repudia-me o suicidio. Mas então porque sou a favor da eutanásia e não a favor do suicidio? Simples. o primeiro posso interpretá-lo como um acto de amor e coragem; o segundo como um acto cobarde e egoista!

E páro por aqui....como disse o Spritof, há muito, muito a falar....

bjinhos e bom fds

TM disse...

Najla - Compreendo a tua perspectiva... porque quando se usam palavras como dignidade e qualidade de vida tudo faz sentido...

Miguel disse...

A opinião neste tema é sobre se as pessoas têm direito a terminar a sua (pseudo) vida ou não. Ninguém pede para decidir por elas, pelo menos enquanto estão lucidas.
A mim não me faz "especie nenhuma" ter opinião sobre este assunto e sou, 100%, a favor.

Não tendo nada a ver, não concordo que o suicidio seja um acto de cobardia. Acho até que é preciso ter "uns grandes tomates" para o fazer. Há vários casos ao longo da história que mostram que o suicidio é uma maneira de manter a honra.
As razões podem ser diferentes mas o acto em si é semelhante: acabou a razão de estar neste mundo!

Enfim, é só uma opinião.